Carros mais rapidos do mundo 
Década de 1950, a Europa pós-guerra pedia carros
baratos e econômicos. A italiana Iso Rivolta atendia esse mercado com Isetta
(diminutivo de Iso), um peculiar carro de formato ovóide, uma única porta
frontal, motor traseiro (de motocicleta), dois lugares e apenas 2,3 metros de
comprimento. Aparentava ter três rodas, mas tinha quatro, culpa da bitola
traseira reduzida (mas tal solução dispensava o diferencial). Tentando se
reeguer, a BMW também comprou a idéia da Isetta, fazendo modificações no
desenho e disponibilizando novas motorizações. A patente do carrinho foi
vendida a fabricantes de vários países, e em cada país, o nome dos Isetta era
antecedido pelo do fabricante local. No caso do Brasil, o microcarro foi
produzida pela Indústrias Romi, uma fabricante de máquinas agrícolas que
pertencia a Américo Emílio Romi, em 1953. Era o primeiro automóvel brasileiro,
mas por ter apenas uma porta e dois lugares, não recebeu os incentivos fiscais
do governo, e seu preço subiu, ficando pouco competitivo diante do DKW Vemaguet
(o primeiro carro nacional "de verdade"). Com a morte de Américo Romi
em 1959, a empresa entrou em crise, e o Isetta foi descontinuado dois anos
depois, com cerca de 3.300 unidades produzidas.


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